O Medo da doença, da morte e como pedir e receber ajuda

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O Medo da doença, da morte e como pedir e receber ajuda

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Olá! No artigo anterior eu falei que iria discorrer nos próximos artigos os 8 pontos que vivenciei em minha vida, que são alguns medos, que acredito eu, a maioria das pessoas já viveram, ou talvez irão viver.

Ficou curioso? Então vem junto comigo..

Eu não sabia o que era doença.

Eu venho de uma família onde não se sabia o que era doença.

A minha mãe perguntava para nós, os filhos, onde dói? O que você comeu antes de doer? Onde você estava? O que aconteceu antes, e ia nos acarinhando, fazendo um chazinho, e quando percebíamos, estávamos bem.

Carinho era o remédio! E acreditem, eu não vi gente seriamente doente na família.

Eu demorei um pouco para entender as limitações que uma pessoa que está doente sofre, recebe e vive e demorei um tempo para compreender que a doença faz o outro uma pessoa diferente.

Quando falava em doença, como eu não tinha convivência com nenhuma pessoa doente eu logo me assustava, e aí entrava o medo da morte. Eu pensava: e se eu me afasto daqui ele pode morrer. Era assim mesmo que passava pela minha cabeça; e se ficar muito contrariado pode ser que… e ficava aquela confusão.

Eu confesso que logo de início eu não tive a iniciativa de perguntar para o médico se a doença era irreversível, como a doença faz com a pessoa; pedir sobre quem teve a doença para que eu entendesse a progressão a partir do exemplo. Eu não tinha a iniciativa de perguntar.

O médico me dava a informação técnica, ele não sabia que eu queria saber mais, e eu ficava presa nos medos.

Eu misturava com o medo da morte e ficava pior, porque então a minha mente viajava. Ela me contava cada história, que eu tive que aprender bastante para me dissociar da fantasia mental.

E entender então que eu precisava de ajuda, como é que se faz para pedir ajuda? Porque ainda jovem que era, trabalhava, tinha todas as coisas ao meu dispor, eu nunca pedia nada para ninguém; parecia pesado pedir ajuda.

Hoje eu penso, que naquela época eu era ”pouco humilde” ainda. Eu não sabia fazer isto.

Estes 3 pontos me pegaram por um bom par de meses.

Eu precisei ler muito, precisei ouvir algumas palestras, precisei me mover muito para poder entender que eu poderia lidar com a situação e que precisava cuidar de mim.

Enquanto escrevo aqui, hoje, eu compreendo o valor das leituras que fiz. Eu lia sentada na cama, no meu quarto. Imagina uma cama de casal maior que a king. (Nós a tínhamos a pedido da nossa primeira filha. Ela gostava de dormir com a mãe, o pai e a irmã). Eu encontrava parte das respostas que eu queria neste, naquele e noutro livro. Para isto, você consegue imaginar quantos livros eu ia abrindo?

Foi assim que foi.

Enquanto eu vou contando para você, perceba aí no “seu pacote” se isto faz sentido.

Lembra que no meu caso foi a doença. O seu pode ser, ter mais um filho, ter o primeiro filho, mudar de cidade, de emprego ou tantas outras coisas que vão acontecendo nas nossas vidas.

 

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cuide-se

 

Muito obrigada e até o próximo artigo!

 

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